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  • Foto do escritorCompanhia Cepa Torta

Conheça as vencedoras da Open Call para a Residência VAGABUNDAS



Já são conhecidas as duas artistas vencedoras da OPEN CALL deste ano e que estarão durante o próximo mês de maio em residência artística na Mina de S.Domingos, Mértola.


Durante o mês de março decorreu a Open Call VAGABUNDAS - que este ano entrou na sua segunda edição. O objetivo foi selecionar duas artistas portuguesas ou residentes em Portugal, para a atribuição de uma bolsa e residência artística na Mina de S. Domingos, concelho de Mértola, e terra natal de Mercedes Blasco, artista de teatro e variedades portuguesa que, entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, teve uma carreira riquíssima mas pautada pela luta constante contra o status quo patriarcal, morrendo por fim na pobreza nos anos sessenta, e cuja vida inspirou o nome e o espírito deste Programa de Residências Artísticas.


VAGABUNDAS é uma residência artística de criação que tem como objetivo promover a criação artística no feminino e na interseção com o desenvolvimento de trabalho artístico descentralizado em particular em comunidades com problemas de desenvolvimento e desertificação.


Recebemos este ano 24 candidaturas e coube ao nosso júri, que este ano contou com a participação das artistas Ana Bugalho, Raquel André e Inês Achando, a difícil tarefa de escolher os dois projetos vencedores desta edição VAGABUNDAS.


Foram seleccionadas as artistas Margarida Azevedo e Vera Santana, com os projetos “Alma Lavra” e “PAPOILAS”, respectivamente. 


Com o projeto “Alma Lavra”, Margarida Azevedo pretende dar a conhecer a realidade das mulheres do interior do país a partir de contos e fotografias, que resultam de retratos e entrevistas a quem vive diariamente o interior. O envolvimento da comunidade local é crucial para que “Alma Lavra” seja um projeto que alimenta a discussão pública sobre a dicotomia interior/litoral e o papel da mulher.


“PAPOILAS” de Vera Santana é uma proposta multidisciplinar que procura promover o desenvolvimento da memória feminina da comunidade da Mina S. Domingos. Desde a recolha de histórias verídicas, a uma exploração de emoções sobre essas memórias que, se vão moldando, consoante os fatores demográficos, até ser explorada através de uma linguagem artística teatral, e finalizada com a experiência da partilha com a comunidade.


Durante o mês de maio estas artistas estarão em residência na Mina de S. Domingos, tirando partido deste lugar inspirador e da generosidade das suas gentes, e com as condições necessárias para desenvolver os seus projetos criativos, condições essas que muitas ainda condicionam o trabalho das mulheres artistas no nosso país.


Saiba mais no site da Companhia: https://www.cepatorta.org/residencias


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