
©Rita Westwood
Biografia
Rita Westwood (Lisboa, 1983) é uma artista-investigadora transdisciplinar, mapeadora de arte e de pedagogia: trabalha com objectos materiais (em auto-publicação, colagem e paisagens visuais), com o seu corpo material em performance e pesquisa de movimento. É mestre em Gender Studies Research Master pela Universidade de Utrecht (2023), licenciada em Artes do Espectáculo, variante Estudos Artísticos pela FLUL (2012) e em Enfermagem pela ESEL (2005). Iniciou Dança pela ESD (2010). Terminou o primeiro ano da Formação Básica Somática na Somatische Akademie em Berlim.
Os seus interesses de investigação giram em torno da exploração, da prática e da imaginação de outras formas de conhecimento dentro e fora da academia, estabelecendo um diálogo entre o corpo e a Arte. De uma forma transversal, o seu mote de vida baseia-se na reivindicação do prazer, na agência e micropolítica dos corpos sob o domínio colonial-capitalista.
Sinopse do Projeto
E se em vez de palavras de ordem pudéssemos carpir o estado do mundo? E eleger o choro comunal para fomentar a catarse colectiva?
De lenço na cabeça e embaladas pelo lamento e pelo pranto, as carpideiras dão corpo ao estranhamento e ao incómodo constrangimento do choro público. Elas agitam a ordem social através do uso da voz, recusando-se a permanecer em silêncio, chorando tragédias e perdas. Ressoam lamentos e prantos daquilo que ninguém ousa falar.
Em pranto. descanso. lamento. descanso reclamo o carpir enquanto ritual performático ancestral como gesto pessoal e político.