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Criado para reconhecer, valorizar e incentivar a criação dramatúrgica de autoria feminina em língua portuguesa, o Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina distingue, anualmente, uma obra inédita. O prémio destina-se a autoras com ou sem obra publicada ou apresentada publicamente, promovendo o surgimento de novas vozes e contribuindo para a diversidade da escrita teatral contemporânea.

 

Entre 1 de janeiro e 31 de março, recebemos 178 candidaturas à 6.ª edição do prémio — o maior número de participações registado até hoje. Perante uma edição particularmente competitiva, o júri selecionou três obras finalistas:

Constança Bourgard, com Amor de Mãe

Lara Duarte, com Cry Baby From Hell

Raquel Castro de Souza, com Sol na Cabeça

 

Clique nos links acima para conhecer melhor as autoras finalistas e as respetivas obras.

Durante os próximos três meses, as autoras finalistas participam num processo facultativo de mentoria e aperfeiçoamento dramatúrgico, desenvolvido em diálogo com os elementos do júri. Concluída esta etapa, a obra vencedora será anunciada no início de outubro.

O texto distinguido será premiado com um valor pecuniário de 1.000€, terá edição em livro e integrará a programação do Festim de Leituras de Textos de Teatro – Esta noite grita-se, em  2026, numa leitura pública que assinalará também o lançamento da obra em livro e que acontecerá no São Luíz Teatro Municipal, em Lisboa, a 28 e 29 de novembro.

A edição anterior ficou marcada pela atribuição do Prémio a Sabrina Marthendal, pela obra Pedral, com cerimónia de entrega, lançamento do livro e leitura pública realizados na Fundação Calouste Gulbenkian, em dezembro de 2025.

 

Ao longo dos últimos anos, o Prémio distinguiu ainda autoras como Luz Ribeiro (Lacuna, 2024), Sofia Perpétua (Tanque, 2023), Maria Giulia Pinheiro (Isso não é relevante, 2022) e Lara Mesquita (Sempre que acordo, 2021).

Conheça o nosso Júri

Nesta 6ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, contamos novamente com um painel de jurados de excelência, composto por profissionais de destaque na área da dramaturgia. Descubra mais sobre cada um deles explorando as suas biografias!

Alguns dados relevantes

De acordo com o International Centre for Women Playwrights, ONG que se dedica ao estímulo do trabalho das mulheres dramaturgas, 70% das peças produzidas anualmente no mundo são de autoria masculina. Na edição de obras o número ainda desce mais - em Portugal estimamos que menos de 15% dos textos editados são de mulheres. Este panorama em nada favorece a diversidade e a riqueza da produção artística, impedindo a inovação trazida pelo olhar feminino de criadoras que, sem um estímulo adequado, continuam a estar arredadas dos circuitos necessários para a divulgação das suas obras. Na direção artística do Esta noite grita-se temos tido dificuldades em fazer um equilíbrio do género autoral porque as opções de escolha são muito reduzidas no que toca a dramaturgas. Somente através do estímulo à criação será possível mudar esta realidade e garantir que mais mulheres artistas arriscam e publicam os seus trabalhos. 

Deixamos alguns links úteis para quem quiser aprofundar um pouco mais este tema:

https://www.womenarts.org/not-even/not-even-impact-of-playwrights-gender/

https://lafpi.com/the-facts/#10

https://playbill.com/article/only-1-in-5-plays-written-by-women-this-season-down-from-last-year-com-363340

https://www.womenplaywrights.org/The-Challenge


Para saber mais sobre esta iniciativa, consulte as páginas do Esta noite grita-se 2025202420232022 e 2021

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