
TEMPORADA 2026

Em 2026, a Mina de S. Domingos volta a ser lugar de encontro, criação e participação.
Entre abril e junho, o projeto MALACATE regressa ao território com uma nova temporada de atividades artísticas que culmina na estreia de CALOR, um espetáculo comunitário criado pela estrutura artística MEIO DO MATO em estreita colaboração com a comunidade da Mina de S. Domingos.
Resultado de um processo de criação desenvolvido ao longo de vários meses com habitantes da Mina, CALOR convida o público a percorrer o território e a descobrir as histórias, memórias, afetos e imaginários que habitam este lugar singular. O espetáculo estreia nos dias 11, 12 e 13 de junho, transformando a Mina de S. Domingos num palco vivo construído por quem a conhece, a vive e a reinventa todos os dias.
A programação de 2026 integra ainda o projeto VAGABUNDAS – Residências Artísticas Mercedes Blasco, que acolhe duas artistas em residência durante o mês de abril, reforçando o compromisso do MALACATE com a experimentação artística, a criação contemporânea e a ligação ao território.
Em setembro, a programação estende-se com OLVIDAR, um projeto participativo desenvolvido pela MALVADA Associação Artística em colaboração com o Projeto MALACATE. Criado pela dupla Ana Luena & José Miguel Soares, o projeto decorre entre 5 e 24 de setembro no Musical, através de residências artísticas, momentos de diálogo e ensaios com a comunidade local. Explora o esquecimento como ferramenta de transformação e força criativa, culminando na apresentação de uma performance-instalação no âmbito do Festival Art Non Stop, promovido pela Câmara Municipal de Mértola.
Criado em 2021 pela Companhia Cepa Torta, em parceria com o Município de Mértola, o MALACATE nasceu como um projeto de intervenção artística multidisciplinar para a Mina de S. Domingos, afirmando a arte como ferramenta de encontro entre artistas, comunidade e território. Desde então, tem vindo a mobilizar habitantes, associações e instituições locais em torno de processos de criação participativa que cruzam memória, património, paisagem e futuro.
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SINOPSE
Na Mina de S. Domingos, o calor não vem apenas da terra nem do sol. Também se sente no escuro, na resistência, no quotidiano das pessoas, à mesa, nas histórias e nos afetos.
CALOR é um espetáculo-percurso criado pela MEIO DO MATO com e para a comunidade da Mina de S. Domingos, que convida o público a atravessar o território e a experienciá-lo como matéria viva, afetiva e partilhada.
Concebido a partir das vivências, memórias e relações que atravessam este lugar singular, o espetáculo transforma a Mina num espaço de encontro entre passado e presente, entre habitantes e visitantes, entre realidade e imaginação. Ao longo do percurso, artistas e participantes da comunidade ocupam diferentes espaços da Mina, convocando histórias, gestos e paisagens que revelam novas formas de olhar e habitar o território.
Mais do que um espetáculo, CALOR é uma experiência coletiva construída a partir da escuta, da partilha e da criação comunitária. Um convite para percorrer a Mina de S. Domingos através das pessoas que a vivem e das memórias que continuam a moldar o seu futuro.
SOBRE A CRIAÇÃO
CALOR resulta de um processo de criação comunitária desenvolvido ao longo de vários meses pela estrutura artística MEIO DO MATO, selecionada pelo Conselho MALACATE na sequência da Residência Artística MALACATE 2025.
Entre ensaios, conversas, caminhadas, oficinas e encontros informais, dezenas de habitantes da Mina de S. Domingos participaram na construção desta criação, contribuindo com memórias, histórias, ideias e presença.
O espetáculo é o resultado desse trabalho coletivo e da convicção que está na origem do MALACATE: a de que a arte pode ser um espaço de encontro, participação e imaginação partilhada.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação: MEIO DO MATO - Alice Duarte, Alex Moniz e Beatriz Marques Dias
Co-criação e Interpretação: Alice Duarte e Beatriz Marques Dias com Ana Luísa Souza Marques, Ana Luísa Rodrigues Gomes dos Santos Martins, Adriana Sousa Silva, Camila Gonçalves da Silva Duarte, Conceição Maria Ferreira, Isabel Cristina Campos Seabra Ferreira, João Paulos, Joaquim Chora, José Pereira Gonçalves Magro Batista, Maria dos Anjos Pires Branco Gonçalves, Maria Carolina Bentes da Graça Álvaro, Maria Custódia Matias Lampreia, Maria de Fátima Cavaco dos Santos, Maria João Pereira Diogo Paulos, Nuno Pereira Gonçalves Martins, Pedro Henrique Souza Marques, Reinaldo Seno Batista, Rosa Maria Vaz Teixeira Almeida Silva, Samuel Filipe Faleiro Castanho, Santiago Silva Seno, Sara Luís
Composição Musical: Alex Moniz
Cenografia e Figurinos: Sara Leme
Class. Etária: M/6
EQUIPA MALACATE
Direção artística: Inês Achando e Miguel Maia
Produção e Mediação local: Filipe Carvalho
Direção Técnica: Filipe Abreu
Comunicação: Sónia Godinho
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Registo audiovisual: Nuno Sequeira (Câmara Municipal de Mértola)
Coordenação técnica: João David (Câmara Municipal de Mértola)
Apoio à mediação local: Sara Ribeiro (Fundação Serrão Martins)
Apoio à produção local: Carla Narciso (Câmara Municipal de Mértola)
FINANCIAMENTOS
O projeto Malacate é promovido pela Companhia Cepa Torta e coproduzido pela Câmara Municipal de Mértola.
APOIOS E PARCERIAS
Fundação Serrão Martins, Universidade Sénior de Mértola, Grupo Coral da Mina de S. Domingos
AGRADECIMENTOS
ALSUD, CASA DE PASTO A TABERNA, PENSÃO SÃO DOMINGOS, SÃO DOMINGOS FUTEBOL CLUBE, Professoras da ESCOLA BÁSICA da MINA de SÃO DOMINGOS, Blé Passarinho, Joaquim Chora, José Pereira, Manuel Marques, Nádia Torres, Sara Ribeiro, Virgílio Lopes, Vítor Branco e a toda a Comunidade da Mina de São Domingos que de alguma forma contribuiu para a construção destes espetáculo.

SINOPSE
Uma aldeia desapareceu em Portugal. Chama-se Aldeia do Cobre, nasceu em 1854 e foi vista pela última vez levando consigo um caminho de ferro, um túnel, um peixe e um livro intitulado Somos o esquecimento que seremos.
As autoridades investigam. Surgem relatórios, testemunhos e sucessivas atualizações do caso. Entre as hipóteses consideradas está uma palavra inesperada: ghosting. Terá a aldeia decidido cortar abruptamente a comunicação com todos, desaparecer sem explicação e transformar-se, ela própria, num fantasma? Ou pode um lugar desaparecer de outra maneira, quando aqueles que o habitavam deixam de estar lá?
O desaparecimento desta aldeia inscreve-se num fenómeno mais vasto que atravessa muitas localidades do interior do país, onde a perda continuada de população, serviços e modos de vida vai deixando territórios cada vez mais vazios.
Entre humor, absurdo e melancolia, uma aldeia transforma-se no centro de uma investigação sobre quem desaparece de quem, o que permanece e até que ponto desaparecer pode ser também uma forma de recusar o esquecimento.
SOBRE O PROJETO OLVIDAR
Em OLVIDAR explora-se a capacidade regenerativa do esquecimento. O esquecimento surge, assim, não como uma falha ou um vazio, mas enquanto espaço de oportunidade. Num cruzamento entre teatro, performance, fotografia, vídeo e música, o projeto trabalha a reconstrução e a recriação a partir das relações entre presença e ausência, transformando aquilo que poderá estar desaparecido.
A partir do diálogo com territórios e comunidades atravessados por processos de apagamento ou de transformação profunda, constroem-se narrativas que cruzam memórias e zonas de esquecimento. A recolha de elementos e os processos de criação partilhada transformam silêncios, ausências e experiências em matéria visual, sonora e cénica, dando lugar a uma dramaturgia fragmentada e permeável, feita de presenças subtis, vestígios e zonas de sombra.
A criação parte da ideia de que recordar é um ato seletivo e de que esquecer pode ser também um gesto de resistência, uma forma de defesa perante o excesso de acontecimentos ou a imposição de narrativas dominantes.
O processo organiza-se em residências imersivas de pesquisa e criação, as zonas de OLVIDAR, desenvolvidas de forma participativa em diferentes territórios. Entre estas zonas estão a Aldeia da Luz, em Mourão, e a Mina de São Domingos, em Mértola. O projeto estende-se ainda a Braga, em parceria com o ATLAS – Programa de Mediação Cultural do Município de Braga.
Através de uma rede de parcerias e colaborações, OLVIDAR articula diferentes contextos, cruzando investigação artística, criação e participação das comunidades.
SOBRE O PROCESSO NA MINA DE SÃO DOMINGOS
Na Mina de São Domingos, OLVIDAR desenvolve-se através de residências artísticas in loco. Ao longo de setembro, a equipa aproxima-se do território através de momentos de diálogo e recolha, laboratórios de ideias, ensaios e experiências desenvolvidas em colaboração com a comunidade local.
Num primeiro momento, elementos da comunidade são convidados a partilhar, recolher e criar materiais através de dispositivos de fotografia, vídeo e áudio, posteriormente trabalhados e incorporados na construção artística e dramatúrgica da performance-instalação. Em paralelo, realizam-se ensaios de teatro com elementos da comunidade que pretendam participar em cena na apresentação final.
Em articulação com o trabalho desenvolvido no território, o processo prossegue em Évora, sede da Malvada e base de desenvolvimento e continuidade do projeto. Esta fase centra-se na definição do guião dramatúrgico, na edição e organização dos materiais recolhidos, na pós-produção de vídeo e som, na composição musical, bem como na criação dos materiais cénicos e dos elementos de guarda-roupa.
Num segundo momento, ainda em setembro, a equipa regressa à Mina de São Domingos para uma nova fase de residência dedicada à montagem e ensaios. Esta etapa culmina num momento aberto de apresentação da performance-instalação, envolvendo elementos da comunidade local em cena e incorporando materiais e experiências produzidos ao longo das residências.
Ana Luena & José Miguel Soares assumem a criação e direção, acompanhados pelas intérpretes Carolina Cardoso Faias e Júlia Carlota e por elementos da comunidade local, com texto original de Filipa Leal, música e interpretação ao vivo de Zé Peps e com colaboração artística de Miguel Maia na escrita da letra da moda e de outros materiais e de Celina da Piedade e Ana Santos na composição musical da moda.
O trabalho no território constitui a proposta do Projeto Malacate para a iniciativa anual CORPO MINA, programada no Festival Art Non Stop, da Câmara Municipal de Mértola, potenciando o contacto e o envolvimento de diferentes participantes da comunidade.
CALENDÁRIO
ENTRE 5 e 24 SETEMBRO - Residências Artísticas | Performance-instalação - MUSICAL
5 - 9 SETEMBRO
Residência de pesquisa e criação artística
Ensaios, 16h - 19h
20 - 24 SETEMBRO
Residência de montagem e apresentação
Ensaios, 16h - 19h
24 SETEMBRO
Apresentação performance-instalação, 21h
Mais informações: producao.malacate@cepatorta.org / 924 744 056
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação, performance e instalação ANA LUENA & JOSÉ MIGUEL SOARES
Texto original FILIPA LEAL
Música e interpretação ZÉ PEPS
Fotografia e vídeo JOSÉ MIGUEL SOARES
Encenação ANA LUENA
Interpretação e cocriação CAROLINA CARDOSO FAIAS, JÚLIA CARLOTA e ELEMENTOS DA COMUNIDADE DA MINA DE SÃO DOMINGOS, GRUPO CORAL DA MINA DE SÃO DOMINGOS
Carta e letra da moda MIGUEL MAIA
Composição Musical da Moda CELINA DA PIEDADE e ANA SANTOS
Assistência de fotografia e vídeo [FCT – IEFP] MIGUEL VARELA
Assistência de produção executiva GUILHERME DIAS
Assistência administrativa e de comunicação JOANA XAVIER
Design gráfico JOANA AREAL
Coprodução em residência O ESPAÇO DO TEMPO
Cofinanciamento IEFP, PESSOAS 2030, PORTUGAL 2030 e UNIÃO EUROPEIA
Apoio CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA, JUNTA DE FREGUESIA DOS CANAVIAIS
Parceria local COMPANHIA CEPA TORTA / PROJETO MALACATE
Direção artística Projeto Malacate INÊS ACHANDO e MIGUEL MAIA
Produção executiva Projeto Malacate BEATRIZ SOUSA
Direção de Produção Cepa Torta PAULA SILVA
Comunicação Cepa Torta SÓNIA GODINHO
Apoio local CÂMARA MUNICIPAL DE MÉRTOLA, FUNDAÇÃO SERRÃO MARTINS, GRUPO CORAL DA MINA DE S. DOMINGOS
Produção MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA
MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA e COMPANHIA CEPA TORTA são estruturas financiadas pela REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA, JUVENTUDE E DESPORTO / DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES
PROGRAMAÇÃO 2026


O projeto Malacate é promovido pela Companhia Cepa Torta e coproduzido pela Câmara Municipal de Mértola.

















































